3o Dia – Vale do Silício – Growth Hacking, 5 Habilidades da Nova Economia e Product Fit!!!

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Draper University – a escola de super heróis

Começamos o dia na Draper University, mas antes de falar desta escola de empreendedores preciso dizer quem é Tim Draper, o seu fundador.

Tim Draper é um visionário no Vale do Silício, investiu em grandes empresas em seu estágio inicial, entre elas estão Baidu, coinbase, hotmail, Tesla, SpaceX e Skype. Ele fez uma compra de 30.000 bitcoins quando valiam U$600 (enquanto escreve este artigo o bitcoin está valendo aproximadamente U$7.450 e já chegou a mais de U$18.000).

Durante a crise de 2008, ele se perguntou onde estavam os heróis que salvariam o mundo? Quem eram esses heróis? Os empreendedores, é claro!

Em 2012 fundou a Draper University, um lugar onde o empreendedorismo é ensinado de uma forma diferente das escolas tradicionais (Stanford e Harvard) que Tim estudou.

Lá não existe notas, existe experimentar, errar, aprender e tentar de novo! Lá não tem provas teóricas, tem treinamento de sobrevivência com as forças especiais, os Navy Seals e Rangers . É um treinamento perigoso, porque ser empreendedor é perigoso, o mundo está contra você e você precisa ser forte!!!

Growth Hacking

ocê sabe o que é Growth Hacking? Se sua resposta for… Nunca vi, nem comi ,eu só ouço falar! Sugiro se atualizar sobre o tema, você pode começar seguindo o Tommasio di Bartolo nas redes sociais que nos deu uma ótima explicação (além de dicas e ferramentas) sobre o tema em 1 hora de palco. O site Growth Hacker também é uma ótima fonte, ele foi criado pelo Sean Ellis, criador do termo growth hacking e que ajudou o Dropbox, Evenbrite, LogMeIn e Lookout em suas estratégias de growth e que hoje valem bilhões.

Particularmente esta é uma área que tem e despertado bastante interesse e tenho estudado muito no últimos tempos.

De forma muito resumida Growth Hacking são técnicas utilizadas aumentar o engajamento do seu público alvo (leads e clientes) e aumentar suas vendas. Tudo isso com muito estudo e ferramentas para automatizar os processos.

Vou trazer aqui as dicas mais importantes que o Tommasio nos passou:

  1. Start before start – depois que você criou sua proposta de valor, faça a validação das suas hipóteses com o seu público alvo, antes mesmo de desenvolver uma linha de código, e faça ajustes necessários. Veja o exemplo da mailbox. Eles identificaram uma demanda em 2013 para gerenciar emails, a proposta de valor deles era tão alta, que mesmo antes de ter um app desenvolvidos, já tinha 800.000 interessados. E com um mês de vida, venderam a empresa para o Dropbox por U$ 100MM.
  2. Personas – Definir bem o perfil do seu futuro cliente, te permite ter uma comunicação muito mais direcionada e assertiva e você economizará tempo e dinheiro. Esta é na minha opinião uma das, se não a parte mais importante do processo. É quase uma arte!
  3. Discover the uncluttered channel – encontre os meios mais baratos para atrair audiência e vender o seu produto. Investir nas mídias tradicionais (FB, Ad words e Instagram) pode funcionar, mas talvez o custo não seja o mais atrativo. Por isso, defina bem suas personas, entenda suas dores, crie uma proposta de valor e faça-o querer entregar seus dados para continuar recebendo mais valor… esta é a forma mais barata e eficaz de vender o seu produto.
  4. Give before you ask – Existem diversas formas de gerar valor para o seu cliente, algumas delas são ebooks, vídeos, guias de como fazer algo, pesquisas e etc. O ponto mais importante é saber cada um pode entregar mais ou menos valor dependendo do se público e de como você resolve uma dor dele.
  5. Ferramentas – Não existe uma ferramenta que resolva todos os problemas, assim como também não existe uma receita de bolo que sirva para todos os negócios. O lance é testar, medir e ajustar o que for preciso rapidamente (sim você pode errar! Lembra do artigo anterior? Leia aqui).

5 Habilidades da Nova Economia

Há pouco tempo atrás presenciamos discussões fervorosas dos taxistas contra o Uber e seus motoristas, tudo isso porque a tecnologia tirou milhões de profissionais no mundo todo da zona de conforto.

Também estamos no meio de outra discussão, a da Inteligência Artificial, que vai tirar muito mais profissionais da zona de conforto, a máquina, sem sobra de dúvida, será capaz de realizar muito melhor que o homem, qualquer atividade repetitiva. O cenário não é tão caótico assim, muitas outras profissões irão surgir. Não vou usar este artigo para entrar no mérito desta questão por o assunto é longo.

Fato é que de acordo com o Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças do atual primário vão trabalhar em atividades que ainda não existem. E se ainda não existem como prepará-las para esse futuro?

Maurício Benvenutti sobe ao palco para nos apresentar 5 habilidades necessárias para se adequar a esta nova realidade.

  1. Causar Impacto – Não dá para fazer mais do mesmo, não dá para ser raso, não dá para não ouvir o seu cliente! Seja lá o que você vai fazer, tem que impactar as pessoas melhorando a qualidade de vida delas, corrigindo o errado e prolongando o certo! É preciso se destacar, e deixar um legado!
  2. Olhar a próxima curva – Esteja sempre alerta com as novas tendências, vou citar um exemplo fantástico que o Maurício deu, a industria do gelo. (i) Em meados de 1890 as pessoas se moviam para as partes mais frias do país (como Canadá e EUA) para cortar gelo formado nos rios e percorriam longas distâncias para levar aos consumidores em carroças. (ii)  Depois vieram as fábricas de gelo, que aumentaram a produção e estavam muito mais perto dos consumidores. (iii) Por fim, veio o refrigerador, e todo mundo poderia fazer seu próprio gelo em casa. O cortador de gelo, não construiu a fábrica de gelo, nem os donos dessa fábrica criaram o refrigerador. Cada geração foi sucumbida pela evolução do processo. Fique atento! Se alguém vai matar o seu negócio, que seja você mesmo.
  3. Questionar – Num cenário onde os paradigmas são quebrados a todo o momento, questionar é muito melhor do que ter as respostas prontas. Não se contente com respostas padrão, vá até a 5a derivada (coisa de engenheiro), para cada resposta, pergunte um por que, até ter a profundidade necessária. A normalidade nunca moveu ninguém para um cenário melhor. Não se pode esperar que as regras ou leis mudem para você agir, a inovação acontece no limiar entre o permitido e o proibido. Descubra qual é esse limite!
  4. Fazer com o cliente – se você quer causar impacto, está de olho na próxima curva e quer profundidade nas suas respostas, não faz sentido fazer fazer qualquer coisa PARA o cliente e não COM o cliente. As pessoas não compram o seu produto pelo que ele é e sim pelo que ele pode fazer por elas, por isso, tem que fazer junto com elas!
  5. Ser diverso – já falamos desta grade característica que faz o Vale do Silício ser o que ele é! Diversidade: procure pessoas com ideias, objetivos e necessidades diferentes das suas. Se exponha, saia da zona de conforto, mude seus caminhos, descubra novos temperos! Você só tem a crescer!

NVIDIA – O cérebro da IA

O tema Inteligência Artificial (IA) tem se tornado cada vez mais recorrente, certamente você já leu algo a respeito disso, diversas aplicações estão sendo criadas todos os dias para automatizar e otimizar atividades repetitivas, e o que a NVIDIA tem a ver com isso? TUDO!

IA vem sendo estudada desde a década de 50, mas graças às placas GPU (Graphical Prossessing Units) desenvolvidas pela NVIDIA, que são muito mais eficientes do que as CPU (Central Prossessing Units) para acelerar aplicativos de Deep Learning, estamos presenciando uma explosão de novas aplicações nesta área.

Personalização de conteúdo facebook, tradução de idiomas do google, recomendação de filmes e séries do Netflix, recomendações de músicas do Spotify, definição da melhor rota do Waze, busca por fotos do Pinterest, reconhecimento de voz, reconhecimento facial, assistentes pessoais todas essas são aplicações que fazem uso da IA, são processadas com hardware da NVIDIA.

Ela está em quase (se não todos) os projetos de carros autônomos, também é o cérebro das cidades inteligentes, e até 2020 será responsável pela análise de vídeo em 1 bilhão de câmeras em diversas cidades do mundo.

Isso foi um resumo do que vimos na visita ao HQ da NVIDIA em Santa Clara na Califórnia e que nos foi apresentado pelo Marcos Peixoto.

Product-market fit

Nesta 3a etapa do trabalho em equipe nosso desafio foi definir o modelo de negócio da coruja digital. (i) Mercado alcançável, (ii) Formas de monetizar o negócio e (iii) a estratégia de Go to Market.

Desde que voltei do Learning Experience no Vale do Silício, estamos revendo e modificando a estratégia da coruja digital, isso porque a troca de experiências e aprendizados no Vale foram tão intensos que me fizeram olhar este projeto sob um novo prisma.

(i) Depois de um primeiro MVP, descobrimos dois nichos dentro de TI que carecem muito de capacitação segurança da informação (neste ainda estamos mapeando os sub nichos) e pré-vendas, área em que atuei por muitos anos e conversando com meus colegas do mercado, é que unânime a resposta: falta capacitação específica para este profissional.

(ii) Apesar de acreditar muito no modelo de assinatura, com livre acesso a todo conteúdo e serviços da plataforma, neste início, por termos pouco conteúdo, o modelo de pagamento por curso se torna mais viável para a coruja digital e mais interessante para o assinante.

“O cliente não compra o seu produto pelo que ele faz, mas sim pelo que faz pelo seu cliente”

(iii) Esta foi um das frases mais marcantes para mim e com esse dogma. Estamos construindo nossos cursos com nosso cliente, testando nossa metodologia de ensino para que ela seja transformadora na vida deles.

Estamos caminhando para poder correr em breve!

 

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